eu me engano demais ou engano demais?
confundo-me entre o que sou ele-ela-ilo-aquilo... esqueço-me do individual e choro as mágoas de meus impulsos que atingem mais do que eu.
EU?
quem sou eu? o que fiz de mim?
entrei por um corredor reto e perdi-me.
o vestido não me cabe mais. alargou-se.
ou será que fui eu quem diminuiu?
talvez eu não agüente tantas quedas quanto § pensa.
talvez eu jamais tenha levado um tombo se quer.
talvez, talvez... talvez apenas um tropeço acabe com minha altura.
talvez eu tenha apenas 1,60m e nada mais.
*
não sou rizomática. sou raiz podre por de baixo da terra.
sou verme rastejante, parasita.
não sei ser compainha ou campanheira.
somos eu e meu egoísmo. vivo assim. de um lado para outro buscando quem o suporte e não há ninguém.
o mundo é deserto e minha mente é podridão.
*
talvez, a única porta do corredor que eu tenha aberto tenha sido a que leva à morte [segredo da vida?]... ouço seus gritos e as cicatrizes coçam e me imagino com asas para voar... ah! se eu tivesse asas...
*
livra-me de meu toque de midas. livra-me de causar medo e dor.
livra-me da morte.






